Cássia Eller -
Cássia Eller -
"Sair do armário". Esta expressão, inventada pelos americanos para se referir à atitude de revelar sua orientação (homo) sexual não poderia ser melhor. Afinal, existe lugar mais chato de se estar do que dentro de um armário? Pois é, e a sensação de estar lá é mesmo parecida com a de manter sua orientação sexual escondida de todo mundo: faz você se sentir triste, solitário, e acreditando que não pode contar com ninguém.
Em compensação, sair de lá é um alívio tão grande que só mesmo experimentando para saber. Você passa a descobrir que existem sim, pessoas com as quais você pode compartilhar suas angústias, seus medos e seus anseios, e que não vão te rejeitar ou te maltratar por isso. E nada melhor do que poder desabafar com alguém de vez em quando, não é mesmo? Só que a saída do armário tem que ser feita com cuidado. Quando acontece com a pessoa certa, pode trazer um imenso alívio. Do contrário, pode acabar sendo apenas mais uma fonte de dor de cabeça. Então, antes de sair revelando seu segredo desenfreadamente para todo mundo, em breve dicas de pessoas que têm experiência no assunto...
Quem diria: há um caso de amor entre as mulheres e os computadores, que até outro dia eram brinquedinhos essencialmente masculinos. Uma das descobertas mais interessantes foi que o curso que elas mais têm vontade de fazer é o de informática. Disparado! Para 32% das entrevistadas, ele é o must do momento. O inglês, num modestíssimo segundo lugar, conta com a preferência de apenas 7,6% das mulheres. As demais 60,4% estão interessadas num mundo pulverizado de assuntos: culinária (4,5%), cabeleireiro (3,8%), corte e costura (2,9%), pós-graduação (2%), decoração (1%), fotografia (0,9%), espanhol (0,7%)... É. Definitivamente, foi-se o tempo em que pintar porcelana era o máximo da aspiração extra- curricular feminina. Boa parte do interesse pode ser atribuída à internet. Não estar conectado hoje equivale a não ter televisão há algumas décadas; a percepção de que a rede é uma poderosa aliada do conhecimento e do entretenimento já é, felizmente, geral.

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BRASIL, Mulher, de 36 a 45 anos, Música, Informática e Internet, leitura