Amor Entre Iguais


30/08/2005


Tem horas que bate uma tristeza, aquela vontade de chorar. Queria tanto você aqui, te abraçar, te dizer olhando nos teus olhos o quanto eu te amo e preciso de você. Mas quando olho ao meu redor e não te encontro, não consigo te ver, me desespero, porque sei que você não está perto de mim. E pior do que isso nem sei onde você está. O desespero e a saudade tomam conta de mim, meu coração sangra...sinto um vazio imenso. Choro mas pra que chorar, se não está perto para me acariciar e enchucar minhas lágrimas. As vezes me pego pensando, pra que amar tanto assim, se quem desejamos não está perto, nos momentos em que mais precisamos de colo...nas angústias e principalmente nas alegrias...Um amor assim, é pra ser vivido cada momento, com intensidade. Me pergunto...porque estamos longe uma da outra, se nos amamos. Se você, a todo instante diz que me quer, que sou a razão de seu viver. E você sabe que também sinto o mesmo por você...Fazem cinco anos e oito meses que nos conhecemos, lembra? Seu jeitinho meiga e menina dengosa me conquistou, no primeiro instante que te conheci. Fomos feitas uma para outra disso não temos mais nenhuma dúvida. Mas então, porque este vazio no meu peito agora, queria tanto sair com você, caminhar sem destino. Te sentir perto, tocar suas mãos, beijar seu rosto lindo e macio, morder seus lábios carnudos e deliciosos, porque nos privarmos disto tudo? Juro, não entendo o que você deseja realmente, quando diz que vai morar comigo, se agora neste momento estou sem rumo e sem saber o que fazer. Apenas escuto meu coração bater e com a única certeza, de que bate apenas porque você existe. Um Amor Puro "Djavan" O que há dentro do meu coração Eu tenho guardado pra te dar E todas as horas que o tempo Tem pra me conceder São tuas até morrer E a tua estória, eu não sei Mas me diga só o que for bom Um amor tão puro que ainda nem sabe A força que tem é teu e de mais ninguém Te adoro em tudo, tudo, tudo Quero mais que tudo, tudo, tudo Te amar sem limites Viver uma grande estória Aqui ou noutro lugar Que pode ser feio ou bonito Se nós estivermos juntos Haverá um céu azul Um amor puro Não sabe a força que tem Meu amor eu juro Ser teu e de mais ninguém Um amor puro

Escrito por Cris às 02h25
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19/08/2005


Escrito por Cris às 04h27
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Pra que complicar?

Eu não entendo...se nos amamos...se desejamos estar perto, tocar e ser tocada. Qual o motivo de viver longe...juro que têm certas coisas que não consigo entender ou decifrar. Na vida já existem momentos tristes que muitas vezes não podemos escolher o caminho a seguir...então? o porque de tanta complicação?  Têm pessoas que parecem não saber que o tempo voa, e que não temos as soluções e manobras da vida, que a qualquer momento podemos ser pegas de surpresa. E ai perdemos o fio da meada, e por fração de segundos, perdemos toda uma vida...planos e sonhos se vão. Você que esta agora aqui lendo isto, pense e reflita...não perca mais tempo. Se existe uma pessoa, aquela que vc sabe que é e sempre será a razão de tudo na sua vida...não deixe ela só...corra para os braços dela, e diga o quanto ela é importante pra vc e para sua vida...depois pode ser tarde, muito tarde.

 

Escrito por Cris às 04h21
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Ensinamento sobre o AMOR

O problema não é estarmos certos ou errados, mas sermos habilidosos. Viver com alguém é uma arte. Mesmo com bastante boa vontade, ainda podemos fazer a outra muito infeliz. Boa vontade não é suficiente. Necessitamos dominar a arte de fazê-la feliz.

Escrito por Cris às 03h47
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13/06/2005


Para os verdadeiros amantes...

O amor, seria mesmo amor, paixão, loucura.

Como explicar se apenas sentimos o coração doer, as pernas tremerem, suas mãos suam...aquela vontade imensa de estar sempre perto, de ver e tocar...

AH! os lábios, aqueles lábios macios, molhadinhos...como evitar as saudades.

Saudade!

saudades de andar de mãos dadas, observando tudo e achando graça de tudo...

saudades de comer pipoca em frente a tv...sem se importar com a programação...

saudades de de caminhar descalço pela areia da praia, e molhando seu corpo com gotas salgadas..

saudades de ir ao supermercado...e querer comprar tudo que ela mais gosta...

saudades...saudades...saudades...

Ah! é maravlhoso amar, ser amada...

Senir-se protegida e ao mesmo tempo forte por proteger...

Ouvir aquela voz macia te falando...EU TE AMO MEU AMOR...

E poder responder no mesmo tom, com carícias e afagos...

Podemos e devemos agradecer a Deus todos os dias o poder de amar e ser amada...

Sem amor nada tem sentido, pois só depois de amar assim intensamente é que vamos descobrir o quanto é bela e maravilhosa a vida. Daremos assim o valor real pela vida, sabe porque? Eu vou responder, porque daremos valor a cada segundo de nossas vidas.

Se entivermos perto da pessoa amada, vamos valorizar o tempo por estarmos perto e querer que ele não acabe nunca.

Mas se estivermos longe da pessoa amada, agora queremos que este tempo de nossas vidas voe, para um reencontro.

Escrevi este texto porque sei o valor de cada frase, cada palavra aqui escrita...

Se porque sou uma verdadeira amante...amo com todas as minhas forças...amo e tenho a certeza que irei amá-la pro resto de minha vida...

Está é uma homenagem nos dias das namoradas, para minha princesa, amante, namorada, companheira, querida CAROLINA, eu amo você.

Escrito por Cris às 03h18
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06/06/2005


Estou só...

Por um instante pensei que hj iria ser a pessoa mais feliz do mundo, imaginei que iria estar ao lado da mulher que mais amo, claro que não pensei por um instante que meus problemas iriam acabar por completo...mas iriam ficar mais suportáveis, pois ela estaria ali, pra me dar a maior forçae me ajudar a segurar a barra...e agora depois que anoiteceu e vi que tudo não passou de mais um sonho...estou aqui mais uma vez, sem rumo...achando que tudo poderia ser diferente e pior sem saber o que fazer e pensar...só me resta seguir em frente...para mais um dia sem ela.


Escrito por Cris às 00h05
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05/06/2005


Escrito por Cris às 23h49
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03/06/2005


    1. Às vezes eu me pego sentindo
    2. Que eu voltei aos velhos tempos - há muito tempo atrás
    3. Quando nós éramos crianças, nós éramos jovens
    4. As coisas pareciam tão perfeitas - você sabe
    5. Os dias eram infinitos, nós éramos loucos, nós éramos jovens
    6. O sol estava sempre brilhando - nós só vivíamos pra se divertir Às vezes isso parece que aconteceu ultimamente - eu nem sei
    7. O resto da minha vida tem sido só um show
    8. Aqueles eram os dias de nossas vidas As coisas ruins da vida foram tão poucas
    9. Aqueles dias se foram agora, mas uma coisa é verdade Quando eu olho e vejo que ainda te amo Você não pode voltar o relógio, você não pode voltar a maré
    10. Isso não é uma vergonha?
    11. Eu gostaria de voltar apenas uma vez num passeio de montanha russa
    12. Quando a vida era só um jogo
    13. Não precisava sentir e ficar pensando no que você fez
    14. Quando você pode deitar e se divertir com seus filhos
    15. Às vezes parece que isso aconteceu ultimamente - eu nem sei Melhor sentar de volta e deixar fluir
    16. Porque esses foram os dias de nossas vidas
    17. Eles voaram mais rápido que o tempo
    18. Aqueles dias se foram agora mas algumas coisas lembram
    19. Quando eu olho e vejo que nada mudou
    20. Esses foram os dias de nossas vidas, yeah
    21. As coisas ruins da vida foram tão poucas
    22. Aqueles dias se foram agora, mas uma coisa é verdade
    23. Quando eu olho e vejo que ainda te amo
    24. Eu ainda te amo

Escrito por Cris às 02h28
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Quero sentir o gosto da sua boca meu amor!

Te amo Carolina...

Escrito por Cris às 02h18
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Parada Gay em Brasília e Porto Alegre

O grupo Estruturação de Brasília põe na Esplanada dos Ministérios a 8a. Parada da cidade, enquanto o Nuances organizará sua 9a Parada no Parque da Redenção em Porto Alegre. Tudo neste domingo, 5/6. Confira detalhes da programação e se atire. Grupo Nuances organiza a 9ª Parada Livre de Porto Alegre neste domingo O grupo Nuances está se preparando para por sua 9a Parada Livre nas ruas de Porto Alegre no próximo domingo, 5/6. A Parada Livre é uma das mais antigas do Brasil e reuniu 100 mil pessoas no ano passado, segundo sua organização (N.E.: 25 mil segundo a PM), depois de ser adiada por conta da chuva (lembra?). A Parada Livre faz parte do Calendário Oficial de eventos da cidade de Porto Alegre, feito raro no Brasil. A concentração está marcada para às 14 horas no Parque da Redenção. Glória Crystal e Laurita Leão comandarão os shows. Se chover fica para o dia 12 tá. VIII Parada do Orgulho LGBTTS de Brasília, organizada pelo grupo Estruturação, também é neste domingo. Cidade possui intensa programação de festas A oitava Parada de Brasília acontece mais uma vez na Esplanada dos Ministérios. A concentração está marcada para às 14 horas em frente ao Congresso Nacional. No ano passado a Parada reuniu 6 mil pessoas, segundo a PM, e foi bem legal (saiba mais). Antes da Parada em si, a cidade deve ficar animada com as várias festas prometidas. No dia 2 de junho (quinta-feira), tem a Festa Oficial da Parada no Oficina Dancing Bar. Na sexta rola a Fêmina, no antigo Café Arena. A festa é especial para as garotas. Nos dias 3 e 4 o clube Garagem abre suas portas para homenagear o Orgulho Gay e no sábado, 4/6, rola a Festa Pré-Parada no Sem Comentários.

Escrito por Cris às 02h05
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Tempo de vida versus Tempo de namoro:

Uma coisa que sempre me deixou muito curiosa acerca das histórias de namoro de muitas amigas lésbicas é que algo que me parecia não bater: a idade que tinham e o número de anos de relacionamento amoroso que haviam se dedicado. Estou falando daquilo que usualmente se considera namoro "de verdade", ou seja, aqueles que acontecem na adolescência ou na vida adulta, geralmente com vida sexual incluída no pacote. Colocando na ponta do lápis isso tudo, diria que elas começaram a namorar com pessoas do mesmo sexo lá pelos seis ou sete anos de idade. Considerando que boa parte delas antes de começar a estabelecer relações homossexuais já haviam tido relações (e muitas vezes longos relacionamentos) heterossexuais, pelo que essas meninas contam acho que deveríamos empreender algumas pesquisas acerca da vida amorosa dos bebês. Poderíamos até começar pelo estudo daqueles que vão a berçários porque seria mais fácil encontra-los... Brincadeiras à parte, tais narrativas acerca da duração dos relacionamentos são importantes para a manutenção de uma espécie de identidade de grupo. Mulheres homossexuais são geralmente associadas a longos relacionamentos, a uma certa preferência por estabelecer relacionamentos "sérios" ao invés de apenas "ficar" e a uma certa aversão a trocar freqüentemente de par. Diria, inclusive, que mulheres homossexuais compram e assumem com certa tranqüilidade este modelo. Além disso, ter namorada a bastante tempo é um bem simbólico importante ao grupo de que falo. É bom para a composição de uma boa imagem no grupo ter relacionamentos longos e estáveis. De modo geral, as meninas que fogem a esse padrão são inclusive consideradas "perigosas" ou pouco "sérias". De fato, pouco importa a veracidade do que dizem em relação ao que fazem. Afinal, essas histórias não nos falam apenas sobre os relacionamentos que são estabelecidos. Elas falam sobre como esse grupo vai se produzindo e reproduzindo com o passar do tempo. As idéias que são perpetuadas por essas narrativas são um ótimo gancho para pensar sobre mulheres gays. Estereotipadas ou não, mantenedoras de pré-conceitos ou não, essas idéias nos dizem muito sobre essas mulheres e a visão de mundo desse segmento específico da sociedade a que pertencem. Falam inclusive sobre noções do que é ou deve ser o comportamento social de uma mulher. Trazem noções de honra feminina, entre outras coisas. O que elas contam nessas narrativas merece e precisar ser ouvido... e pensado.

Escrito por Cris às 01h53
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22/01/2005


Escrito por Cris às 11h41
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Explica-me os morangos. 

- Explica-me os morangos.
- Os morangos?

(Ele quer que eu lhe explique "os morangos"?)

- Os morangos não se explicam. Quando muito, podem descrever-se. Olha, o mesmo se passa com a saudade. Não se explica. Mas também não se compreende. E também não se descreve, porque cada um sente-a de forma diversa, mas única.

(...)

- Percebeste alguma coisa do que eu disse?

(...)

- Explica-me a saudade.

- Hum... Deixa ver...

(Porque é que ele só faz perguntas difíceis?)

- A saudade é um aperto no peito. É uma aridez. Quando sentes saudade sentes-te só.
- O que é estar só?
- É não ter ninguém com quem falar.
- Então o meu cão está só.
- O teu cão? Porquê?

(!)

- Porque não tem ninguém com quem falar.
- Mas os cães não falam, ladram.
- O meu cão fala. Só que eu não percebo o que ele diz porque não sei falar a língua dele. Quando for mais crescido vou para uma escola aprender. E tu, sabes falar com o meu cão?
- Receio bem que não. Mal consigo comunicar com os homens, quanto mais com os cães!
- Mas tu já és crescida. Não andaste na escola?
- Sim, andei.
- E não sabes falar com o cão?
- Na escola não se aprende língua de cão.
- Como é que sabes?
- Porque sei. Porque não há nenhuma disciplina com esse nome.
- Como é que sabes que não há nenhuma disciplina com esse nome?
- Sei porque quando eu andava a estudar não havia.
- Tens saudades? Da tua escola?
- Tenho... Muitas.
- E dos meninos?
- Dos meninos também. E dos professores, dos funcionários.
- Não os vês há muito tempo?
- Há imenso tempo. Tanto que já nem sei.
- Não te lembras?
- Não.

(...)

- Então, não me explicas a saudade?
- Explico.

(Explico?!)

- Mas tu disseste que a saudade não se explica.
- Pois disse. Mas vou tentar explicar. Não sei se vou conseguir.
- Ora tenta...
- Está bem. Olha, a saudade é como uma cova na areia. O vento faz covas na areia, não faz?

(Ele confirma que sim com a cabeça.)

- Pois é, mas quem faz a cova da saudade não é o vento, é o tempo. E depois quando nós estamos na praia vamos enchendo as covas de areia com água do mar, não é?

(Novo acentimento.)

- Ora bem... Quando te recordas de uma pessoa com saudade, também enches a cova da saudade, não de água, mas com memórias, compreendes?

(Olha-me atentamente, os olhitos esbugalhados, sorvendo cada palavra minha.)

- Só que por muita água que deites na cova de areia ela nunca fica cheia, pois não?
- Não, porque a água escorrega pelos grãos!
- Exactamente. Com a saudade, também é assim. Tentas não esquecer a pessoa, enchendo a cova com recordações, mas as recordações também se perdem por entre os grãos de tempo...
- E a cova da saudade nunca se enche.
- Pois não. A cova da saudade está sempre aberta, no teu coração. Nunca consegues enchê-la, nunca consegues fechá-la. É como que uma ferida aberta.

(...)

- Bem, espero que tenhas ficado com uma ideia do que é a saudade.
- Hum... Acho que fiquei. Mas posso fazer uma pergunta?
- Sim, claro.
- Porque é que em vez de enchermos a cova com água não enchemos com cimento? Assim o cimento não escorre pela areia e a cova fica fechada para sempre!

(Olhei-o nos olhos, com ternura.)

- Mas é claro que nós também fechamos covas de saudade com cimento! Fazemo-lo sempre que queremos selar uma parte da nossa vida, sempre que queremos colocar uma pedra sobre determinado facto da nossa existência, sobre a lembrança de certa pessoa... Fazemo-lo com grandes pazadas de cimento, energicamente, quanto mais depressa melhor. Nunca me tinha lembrado disso... Mas é totalmente verdade!

O Vasco, cinco anos, fez-me compreender o que é a saudade. Obrigou-me a dar explicações, a encontrar uma imagem, um vocabulário, fez-me teorizar.

Às vezes, é bom teorizar sobre as coisas que acontecem na nossa vida. Sabendo explicá-las, a nossa cabeça torna-se aliada do coração, porque deixa de ser só ele a sentir, para passar a ser ele - o coração - a sentir e ela - a cabeça - a entender.

Continuei a passear com o Vasco e com o cão. A manhã começou escura, mas lentamente o sol despontou e o final de tarde fez-se agradável, em tons de cor de laranja e lilás. As nuvens continuavam o seu percurso célere, graças ao vento...

- Não vamos ter com os meus pais?
- Sim, claro, vamos que já é tarde.
- Posso fazer só mais uma pergunta?
- Podes.
- Também tens uma cova, não tens?
- Uma cova?
- Sim, de saudade.
- Tenho...

(Bolas, será vidente?)

- Mas... mas... como sabes?
- Hum... é que pareces cansada. Deve ser por estares sempre a tentar enchê-la de água. Estás triste. É por não conseguires tapá-la, não é?
- É.

(Silêncio constrangedor.)

- Olha, deixa lá, não chores por causa disso. Se fechasses essa cova, o tempo ou o vento ou lá o que é abria outra, não era?
- Era, Vasco. O vento ou o tempo ou as pegadas dos outros, sei lá!.... Estão sempre a abrir covas no meu coração...
- Eu tenho um balde de brincar na praia. Se quiseres empresto-to para encheres com água.

Obrigada, Vasco. Obrigada por quereres ajudar-me. O teu pequeno balde será fundamental, bem como são os teus pequenos olhos atentos, brilhantes, geniais. Obrigada pela lição de hoje.

- Passeamos juntos o cão amanhã?

O Vasco abraça-me, dá-me um beijo rápido e desata a correr, ladeado pelo cão, em direcção ao pai.
 
Assinado: Mente Assumida][mente_assumida@iol.pt

Escrito por Cris às 11h26
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20/01/2005


"AMOR E FANTASIA"

 
Todos os seres humanos, buscam o amor. Crêem que este amor tem que vir de outra pessoa. Sonham, idealizam, que este amor virá um dia e o/a salvará de sua solidão.A nossa sociedade acostumou-se a procurar o amor fora. No outro. O outro tem que vir, e me amar.Espero a vida toda ser nutrido pelo outro." Ah, com o outro eu serei feliz !Procuramos uma pessoa que dê significado em nossas vidas e nos autorize o amor.O não ter esta pessoa, nos faz sofrer. Ficamos irritados, pequenos, sem valor, até chegamos a nos desprezar.
Sei de muitas pessoas que choram de solidão, como se pedissem colo à outra pessoa, ou do tipo pelo amor de Deus, me ame.Nossa cultura, de dependência, nos fez acreditar que a outra pessoa seria a nossa salvação.Interessante, é que quando temos esta pessoa, logo depois, ela já não nos serve, pois não nos nutre, como gostaríamos de sermos nutridos.
Queremos que o outro faça por nós, aquilo que apenas nós deveríamos fazer.Trocamos de parceiros, ou melhor, entramos na parceria por causa de nossas carências, e saímos dela, pela mesma carência não resolvida. De certa forma, isto nos prova, que ninguém completa a ausência que temos no coração.Afirmamos que ninguém completa, pois é uma das certezas que tenho depois de muita experiência profissional e de minha vida pessoal.Está ausência ou carência, só eu posso completá-la. É de minha responsabilidade me amar. Só eu posso me curar de minha solidão. E curo a minha solidão, aprendendo a ficar comigo.Ser importante para mim, eleger-me o primeiro em minha vida.Estamos num padrão social, tão desajustado, que a sociedade nos cobra uma parceria afetiva. Sentimo-nos deslocados, quando não temos uma relação afetiva acontecendo. E esta comparação, entre eu que não tenho e o outro que tem, inevitavelmente nos leva à solidão.
A solidão é um vício comportamental, é um estado da mente, de quem não consegue ficar consigo, de quem não consegue se amar.Nunca ninguém está só no universo. Se entender a estrutura dos 4 elementos, e a diversidade de dimensões, certamente perceberei que nunca estou só.Só que me acostumei ao padrão da queixa, do colo, do coitadinho, e receber a atenção do outro, é primordial. Preciso da atenção do outro, preciso ser nutrido pelo outro, pois não aprendi a me amar.É comum, que neste estado de solidão, venhamos a desenvolver, inúmeras fantasias afetivas.
Nos apaixonamos por diversas possibilidades que o outro nos apresenta. Todas movidas pelas nossas carências.Descobrimos uma infinidade de almas gêmeas, e curtimos grande esperança, até que aquela alma gêmea não corresponda nossa expectativa, e aí então, descobrimos nova alma gêmea. Conheço pessoas, que descobrem uma alma gêmea por mês.Outras, que se encantam com certas características pessoais do outro, e tecem uma rede de emoções, desejos, sonhos e principalmente fantasias, transformando sua energia afetiva, num grande e imenso amor Platônico, sem nunca se dar conta se estão sendo retribuídas, nesta mesma freqüência de energia.Nós todos somos seres eletromagnéticos. Vibramos freqüências energéticas o tempo todo, e creio que quando duas pessoas se amam, entram portanto na mesma freqüência, que virá proporcionar, no encontro dos corpos, a maravilhosa sensação de um perfeito orgasmo.Se por acaso, este é o teu caso, de um amor Platônico, ou não correspondido, lhe dou uma dica. Olhe se a outra pessoa, está na mesma sintonia que você. Se não estiver, não perca seu tempo.
Use seu tempo, ficando disponível para o seu verdadeiro amor, Aquele que corresponda às suas necessidades de troca. Não idealize, amor não é para ser idealizado, é para ser experenciado.Se o outro não está na tua freqüência, caia fora, este outro não te merece. Relação só é boa, quando ambos querem a mesma coisa. Quando estão na mesma sintonia. Se a sintonia só é sua, é carência, é fantasia de sua parte. Talvez é admiração de algo que o outro conquistou e você ainda não, ou o outro representa teu ideal como aspecto físico e comportamental.Mas o teu ideal, certamente pode não ser o ideal do outro. Portanto não sofra por amor. Apenas ame-se, apenas se dê uma chance de ser feliz, cuidando mais de você, e não ficando à mercê da atenção, e disponibilidade de ninguém.
Você é uma estrutura universal única. Ninguém é igual à você. Respeite-se, curta-se, permita-se, cuide-se, não é digno de sua parte, chorar ou lamentar pelo amor não correspondido, pois se olhar tua carência, e a ausência de amor por você, com toda certeza, mudará agora, este padrão,que só te faz sofrer, e que não resolverá tua questão afetiva.A solução de tua questão afetiva, está no teu coração. No amor por si. Ame-se e se curará da fantasia, de esperar amor do outro.

Escrito por Cris às 14h06
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Que saudades!

Oi gente, sei que eu sumi, mas assim que puder vou voltar aqui e postar mais tá? estou passando por uma fase difícil, mas tudo será resolvido, tenho certeza...fiquem com Deus...eu volto prometo...e continuem me mandando recados...

Escrito por Cris às 13h42
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